31 março 2010

O perigo de voar


Como seres humanos precisamos nos unir para apoio e proteção. A vivência em grupo é uma das tradições mais antigas da raça humana, mesmo quando éramos nômades, ninguem saia sozinho, toda a sociedade se movia como um todo, pois a força da unidade era a única salvação no mundo selvagem. Apesar de não nos preocuparmos mais com um predador querendo nos devorar, precisamos ainda nos preocupar com pessoas, que, pior que o bicho (só queria tirar a barriga da miséria) são seres humanos (leia: animal mais perigoso da Terra).


Eu estou convencido de que a raça humana, hoje, assim como no passado, só sobreviverá a esse século se parar com o Muro de Berlin e se unir. Não estou falando de pasteurizar as culturas, homogenizar as pessoas ou derrubar os países dando um cartão da ONU com um código de barras para todos os seis bilhões. Estou falando da falta de exclusão, permitir aos diferentes serem parte do bolo. Aceitar, tolerar, reparir, perdoar, ensinar, evoluir à "um povo único" com um multiverso acessível à todos. Porem, infelizmente, isso é John Lennon demais para a gigantesca maioria das pessoas que só vêem o próprio umbigo naquele clássico: quero acordar na minha casa própria, tomar meu café, ir com meu carro para o meu trabalho ganhar o meu dinheiro para comprar as minhas coisas.


Não sou contra o espirito livre, mas se você sair do grupo e voar sozinho (ou se isolar, aviso aos depressivos), as chances são que você seja extripado pelos alienados desesperados que estão por todos os lados, pois não haverá ninguem pra lhe segurar quando despencar do céu, não haverá sequer alguem pra te avisar em que direção não voar, o grupo ainda é importante e necessário. E isso que eu só estou abordando o lado prático da coisa, sequer coloquei em mesa a questão do aprendizado da convivência, o valor das horas que se repletam de alegria provindas do grupo ou o amor que é gerado fazendo cada presença ser preciosa.


28 março 2010

Liberdade

O vídeo: "New World Rebels - Through The Eyes Of A Slave" mostra algo triste de se ver, algo que muitos não gostam de ver por ser conspirólogo demais, porem muita verdade esta no meio desse pequeno especial de 10 minutos sobre a escravidão, a servidão e a manipulação.


Existem alguns temas citados, que admito, não é de consenso da maioria das pessoas, porem por mais absurdos ou ridículos que eles pareçam, transcenda-os, analize o quadro como um todo com a mente aberta, só assim esse vídeo vale a pena ser visto. Desafio qualquer um a vê-lo e não ser afetado por ele, originalmente o vídeo não tem legenda, postei esse, pois acho que complementa a ideia toda, contudo a verdadeira arte dele esta nas imagens e na tocante trilha sonora.


Se por acaso achar verdade nele, assuma essa idéia. E se por ventura não ver nexo o ignore (mas lembre-se que ignorar é a chave da "felicidade"). De qualquer forma, use o seu bom-senso, afinal esse post trata de liberdade e eu não quero doutrinar ninguem.
[/William Walace Mode Off]


P.s.: Ative sua legenda no youtube.

21 março 2010

Natureza por Números

Numa noite, há 7 meses atrás que foram somados a 30 dias, ou, para ser mais exato: 242 dias atrás eu escrevi este post, e expliquei da melhor maneira que me era possível o que foi maestralmente demonstrado neste vídeo: Natureza por números. A Razão Áurea. Vejam em vídeo o que em palavras eu não consegui expressar. Lhe dou uma dica: O veja em Fullscrean e na resolução 720p, esse vídeo trata a respeito da perfeição.


Sinto-me honrado em mostrar à aqueles que me dão atenção, algo que eu acho precioso.


Enjoy


Agora

Esse filme que é baseado em fatos reais, se passa no Egito Romano, durante o século IV (391 A.D.), a filosofa e astróloga Hypatia (Rachel Weisz) de Alexandria se empenha em salvar a sabedoria adquirida pelo mundo antigo. O longa, que estreiou no Festival de Cannes em 13 de maio do ano passado, me atingiu em cheio, sendo eu um verdadeiro amante do saber e aspirante a filosofo me senti realmente agoniado ao vê-lo, por tratar o final de um período de luz antecessor de séculos de escuridão. Aonde a verdade foi tolhida e tudo deveria ser uniforme: "Deus é um só", repetiam os cristãos ao perseguir uma pacifica cientista que busca pela verdade das estrelas e da terra usando a física, ou melhor, ela estava contribuindo para a criação desse ramo de estudo.

"Agora" trata excencialmente da coragem de uma mulher em assumir suas idéias (Hypatia) vs. a queda de um homem que é um tolo (Davus), ao fundo do trama estão os cristãos, que atacam Hypatia e tentam converter Davus, eles presumem poder ensinar verdades limitadas ao maiores pensantes da época (e na lendária Bíblioteca de Alexandria), uma cristandade que eles ainda não haviam compreendido mas já estavam transmitindo e fazendo discípulos.
Queimam tudo o que é "herege", são violentos, impõem sua posição sendo que o Cristo perdoou até mesmo seus assassinos (os judeus) enquanto ainda estava na cruz. Já os seguidores de Cristo são incapazes de perdoar um mero tapa na cara, exigem justiça ("olho por olho e dente por dente" - um dogma judeu...). Cospem em Jesus ao fazer tudo aquilo que ele condenou.

O filme mostra uma luta entre duas culturas com fé em deuses diferentes, e no meio dessa guerra há seres imparciais (livres) como Hypatia, tudo o que ela quer é a verdade. Desvendar um pouco do mistério, resolver mais um pedaço da equação. Todo o dogmatismo cristão se vê frente a razão de uma brilhante mulher. Um ponto alto do filme é quando mostram os cristãos discutindo se a Terra é redonda usando os textos das escrituras como fonte para respostas, chegam a conclusão de que ela é plana. Logo em seguida vem Hypatia fazendo perguntas (que é a excência da Filosofia), questiona e tenta encontrar respostas na lógica, algo intangível e sútil demais para os involuídos entenderem.

As cenas que mostram ela tendo insight sobre os movimentos sociais que estavam acontecendo na cidade são de tirar o fôlego, assim como os momentos em que ela filosofa com seus irmãos (ou escravos as vezes) para responder as próprias perguntas sobre o movimento elíptico da terra em volta do Sol. Ela, naquela época já pensava através de estudos matemáticos das curvas cônicas, algo que só 1.200 anos depois (Séc XVII) foi comprovado pelo astrónomo Johannes Kepler, que descobriu que uma dessas curvas, a elipse, regia o movimento planetário.
Hypatia era uma mulher excepcional a frente de seu tempo, uma grande fonte de inspiração.
"Você não questiona o que acredita, eu preciso!"

16 março 2010

O resto é irrelevante

Denea - Flowers Of The Sea (To the Children)


"Eu, Will, lhe pergunto: Assim como Atlas, o Titã condenado por Zeus à carregar o mundo nas costas - suster o céu -, você esta pronto para assumir resposabilidades e deixar de lado as desculpas?"
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A única coisa que um judeu precisa saber é que Moisés ensinou que havia um só Deus para todas pessoas. O resto é irrelevante.
Um cristão precisa saber que o Cristo ensinou à amar o próximo como a si mesmo e Deus sobre todas as coisas. O resto é irrelevante.
Os budistas precisam saber que Buda ensinou que devemos nos desprender de nosso ego e transcender o mundo físico. O resto é irrelevante.
Um muçulmano precisa saber é que a guerra santa que o profeta ensinou não é uma batalha contra outras crenças. E sim a luta para a conquista do nosso próprio mal. O resto é irrelevante.
E a única coisa que um ateu precisa entender é que nós, não um deus distante, somos os responsáveis por nossas atitudes e pelo mundo. O resto é irrelevante.





09 março 2010

Entretenimento



Por anos o imaginário popular a procura de entretenimento manteve suas aventuras fantasiosas em locais distantes de sua morada, no início, quando o mundo era desconhecido em sua totalidade, os livros usavam como pano de fundo as florestas e lugares inóspitos da Terra para descrever seus contos. Depois de devido tempo o homem dominou o planeta inteiro, avanços tecnológicos fizeram os maiores mistérios terrestres se tornarem óbvios. Então vieram temas espaciais fora de nossa atmosfera, aonde o homem busca aventura no desconhecido sideral, é o caso dos enredos de Star Trek, Star Wars e derivados. Contudo, esse tema engloba leis cientificas complexas e idéias de difícil compreensão e absorção da massa popular, foram então resumidas a naves espaciais, raios lasers e humanóides alienígenas com um ego semelhante ao nosso.


No final dos anos 90 um antigo tema gerou uma nova tendência nas estórias mundo afora: sendo a face do planeta totalmente decodificada e o espaço inviável, os autores voltaram a escrever sobre o próprio ser humano, grandes histórias foram contadas desvendando o mistério da psique de nosso cérebro, questionando as nossas verdades, é o caso de filmes como Matrix, entretanto o questionar do eu é ainda menos popular que explicações de explosões a gravidade zero. Em Matrix, os diretores usaram o Mito da caverna de Platão como pano de fundo para a trama de libertação de Neo, porem, para atrair a população geral foi necessário agregar ao enredo: Erotismo, fetichismo, violência, messianismo, tiros, kung-fu e até holismo. Tudo para que as pessoas se conectem e sintam afinidade com o que estão vendo na tela. E haja visto que a maioria das metáforas do primeiro filme não foram totalmente absorvidas houve como conseqüência uma mediocrização das duas seqüência do longa-metragem.


Esse esforço todo em querer que todos vejam um produto de qualidade não é para a difusão em grande escala de cultura, como era a intenção inicial de toda estória, não! Atualmente o esforço é para obter dinheiro. Tendo isso em vista, os produtores de cultura usam a massa para entreter a própria massa! Você se vê na tela, estereótipos de tribos urbanas são representados em programas como BBB, Fazenda, Ídolos e etc. Programas de auditório mostram reformas em casas (Ex.: Lar Doce Lar – Caldeirão do Huck) refletindo o bum imobiliário que esta havendo no Brasil para que o povo veja na TV, de forma exagerada, o que está acontecendo em sua própria vida.


Existe também a internet que poderia ser uma valiosa ferramenta de entretenimento para a massa. Contudo infelizmente os canais mais populares da Web são os que aonde nós mesmos fazemos um reality show online ao expormos nossas vidas no Orkut, Facebook e Twitter para o entretenimento alheio, tudo instigado e impelido por impérios cibernéticos para gerar lucro.